A fabricante de brinquedos Estrela solicitou recuperação judicial na quarta-feira (20), em Três Pontas (MG), para reestruturar dívidas e preservar suas atividades. O pedido envolve oito empresas do grupo e ocorre após acordo para reduzir débitos tributários de R$ 747,8 milhões para R$ 72,4 milhões.
A Estrela atribuiu a crise financeira ao aumento do custo de capital, restrição de crédito e avanço das alternativas digitais, que pressionaram suas finanças nos últimos anos. Apesar do pedido de recuperação judicial, a empresa garantiu que manterá as operações industriais, comerciais e administrativas durante o processo.
Em dezembro, a companhia firmou acordo com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional para quitar R$ 747,8 milhões em débitos tributários, reduzidos para R$ 72,4 milhões após uso de créditos fiscais e depósitos judiciais. Com a recuperação judicial, a Estrela poderá parcelar o valor restante em até 10 anos, com dívidas previdenciárias em 60 meses e outras em até 120 meses.
O processo permite que a empresa negocie suas dívidas sem interromper as atividades, mantendo a atual administração no comando. Agora, a Estrela deve apresentar um plano de reestruturação financeira para análise e votação dos credores, informando o mercado sobre os próximos passos.


