A produção brasileira de aço bruto caiu 2,9% nos quatro primeiros meses de 2026, para 10,7 milhões de toneladas, devido à demanda interna fraca e desempenho ruim das siderúrgicas, segundo o Instituto Aço Brasil.
Entre janeiro e abril, o consumo aparente recuou 1,4%, para 8,7 milhões de toneladas, enquanto as importações de laminados caíram 4,2%, para 1,88 milhão de toneladas. As vendas internas cresceram 0,8%, para 6,9 milhões de toneladas, e as exportações avançaram 23,3%, para 3,8 milhões de toneladas.
Em abril, a produção de aço bruto caiu 3,8%, para 2,67 milhões de toneladas, com vendas internas recuando 5,8% e consumo aparente caindo 12%. As importações de laminados tiveram queda de 41,4%, enquanto as exportações subiram 81,9% no mês.
O Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) subiu 8,2 pontos em maio, para 59,9 pontos, maior nível desde outubro de 2024. Apesar disso, as maiores siderúrgicas do país, Gerdau, Usiminas e CSN, enfrentam margens apertadas e mercado interno fraco. A CSN registrou prejuízo líquido no primeiro trimestre, pressionada por endividamento e custos.


