A Nu Holdings, empresa por trás do Nubank, negocia a US$ 13,16, cerca de 30% abaixo da máxima de 52 semanas, apesar de crescimento expressivo em receita e lucro. Analistas veem potencial de valorização, com preço-alvo médio de US$ 19,43.
A Nu Holdings, controladora do Nubank, alcançou seu primeiro trimestre com receita de US$ 5 bilhões e lucro líquido de US$ 871 milhões, alta de 41% em relação ao ano anterior. O portfólio de crédito cresceu 40%, chegando a US$ 37,2 bilhões, enquanto os depósitos somaram US$ 42,4 bilhões.
O CEO David Vélez destacou que o Nubank capturou apenas cerca de 7% de um mercado de lucros superior a US$ 100 bilhões no Brasil, indicando espaço para crescimento. No México, a base de clientes subiu de 2 milhões para 15 milhões em quatro anos, com o primeiro trimestre lucrativo segundo IFRS.
A empresa recebeu aprovação condicional para charter bancário nacional nos EUA em janeiro de 2026, ampliando suas opções de expansão. Apesar do aumento de 76% nas perdas esperadas com crédito e da inadimplência de 5% na faixa de 15 a 90 dias, o CFO Guilherme Marques do Lago afirmou que as provisões refletem sazonalidade e crescimento, não deterioração da qualidade dos ativos.
Com quatro recomendações de compra forte e 15 de compra, o preço-alvo médio dos analistas é de US$ 19,43, indicando potencial de valorização a partir do preço atual. Investidores devem considerar riscos do ciclo de crédito, exposição cambial e custos da expansão nos EUA.


