O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou nesta quinta-feira (21) que o mercado global de petróleo pode entrar em uma “zona vermelha” entre julho e agosto devido à crise no Estreito de Ormuz e ao pico sazonal de demanda no Hemisfério Norte.
Birol explicou que a “zona vermelha” ocorre quando os estoques e reservas de petróleo estão tão baixos que qualquer nova interrupção na oferta pode causar falta do produto e aumento dos preços. Atualmente, o barril do Brent é negociado entre US$ 104 e US$ 105, após ter atingido US$ 114 no início de maio.
A liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas ajudou a conter o choque recente, mas essas reservas estão próximas da exaustão. Caso o limite seja ultrapassado, os países mais pobres, especialmente na África e no sudeste asiático, podem sofrer impactos severos, incluindo risco de escassez de alimentos.
O alerta da AIE ocorre em meio à guerra envolvendo o Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, que restringe a oferta global, e ao aumento da demanda por combustíveis no verão do Hemisfério Norte, período de pico de viagens e consumo.
Em abril, Birol já havia afirmado que a situação representa a maior ameaça à segurança energética da história, com perdas diárias de 13 milhões de barris de petróleo e grandes interrupções em commodities vitais.


