Mesmo com avanços em CRM e inteligência artificial, planilhas ainda são usadas por 94% dos profissionais para gestão comercial B2B, mas causam riscos operacionais em empresas maiores, segundo especialistas.
Pesquisa da Smartsheet de 2025 revela que 94% dos profissionais usam Excel regularmente e 61% utilizam Google Sheets para atividades como relatórios e análise de dados. Um estudo da Forrester Consulting mostra que 31% dos departamentos de operações dependem de planilhas, e 88% das organizações usam mais de 100 planilhas para decisões críticas.
O CEO da Ploomes, Matheus Pagani, afirma que o problema não é o uso das planilhas, mas a dependência excessiva delas em operações comerciais complexas, o que pode causar perda de histórico, versões conflitantes e baixa visibilidade das oportunidades. A IBM aponta que 43% dos chief operations officers consideram a qualidade dos dados uma prioridade, com perdas anuais superiores a US$ 5 milhões devido a dados ruins.
Pagani destaca que a inteligência artificial depende da qualidade dos dados e que bases desorganizadas ampliam problemas. Sinais de gargalo operacional incluem controles próprios de vendedores e reuniões com atualizações manuais. Ele recomenda reposicionar as planilhas como ferramentas de apoio, não como sistemas principais em operações complexas.


