Uma influenciadora e advogada foi presa na quinta-feira (21) em Alphaville, Barueri, sob suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela afirmou em audiência de custódia virtual que foi detida no exercício da profissão e recebeu R$ 24.000 de um cliente. A defesa declarou sua inocência.
A prisão ocorreu durante a operação Vérnix, que investiga o uso de uma transportadora de cargas como empresa de fachada para movimentar dinheiro da cúpula do PCC. A investigação começou em 2019 após apreensão de bilhetes e manuscritos com presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, que indicavam ordens internas da facção.
Segundo os investigadores, a influenciadora recebeu R$ 1 milhão em depósitos fracionados entre 2018 e 2021, além de quase R$ 716 mil destinados a duas empresas de sua propriedade. Ela foi transferida na sexta-feira (22) para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, interior de São Paulo.
Durante audiência de custódia virtual, a advogada afirmou que o processo é antigo, de 2019 e 2020, e que foi presa por atuar profissionalmente. A defesa afirmou que ela tem “absoluta inocência” nas acusações de ligação com o PCC.


