Cerca de 32 milhões de brasileiros não têm água tratada e 100 milhões vivem sem coleta de esgoto, segundo dados de 2024. A precariedade do saneamento causa mais de 330 mil internações por doenças relacionadas à água contaminada, alertam especialistas.
O saneamento básico é apontado como fator decisivo para a saúde pública e o desenvolvimento social no Brasil. Em encontro promovido pela Águas do Rio, médicos, pesquisadores e agentes comunitários discutiram os impactos da falta de infraestrutura sanitária nas comunidades e o papel dos agentes de saúde na prevenção de doenças.
Desde 2021, a Águas do Rio investiu R$ 6,3 bilhões em obras de abastecimento e tratamento de esgoto em 27 municípios do Rio de Janeiro, beneficiando 3,5 milhões de pessoas. A meta é universalizar os serviços até 2033, com investimentos totais previstos de R$ 24,4 bilhões.
Na Maré, zona norte do Rio, R$ 120 milhões serão aplicados em obras para ampliar o saneamento para cerca de 200 mil moradores, com conclusão prevista para dezembro de 2027. A universalização pode gerar economia de R$ 101,4 milhões em despesas médicas e movimentar R$ 4,9 bilhões em produtividade até 2056, segundo o Instituto Trata Brasil.
Além das obras, a Águas do Rio lançou a cartilha educativa “Saneamento Básico é Vida” para agentes comunitários de saúde, que atuam como elo fundamental para levar informação e orientar as famílias sobre cuidados com a água e prevenção de doenças.


