A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) minimizou a queda de quatro pontos percentuais nas intenções de voto na pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22). O senador caiu de 35% para 31% no primeiro turno, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu de 38% para 40%. No segundo turno, Lula tem 47% e Flávio, 43%.
Aliados de Flávio Bolsonaro consideram a queda como um “arranhão” e afirmam que a intenção de voto migrou para outros nomes da direita, enquanto Lula oscilou dentro da margem de erro. A rejeição de Lula caiu de 47% para 45%, e a de Flávio subiu de 43% para 46%, em situação de empate técnico.
Membros do PT esperavam queda maior de Flávio após revelações sobre pedido de dinheiro a ex-banqueiro e visita durante uso de tornozeleira eletrônica. O vice-presidente do PT, Jilmar Tatto, afirmou que o caso deve afastar membros do centrão que buscavam se associar ao senador.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que a rejeição de Flávio é reversível e que a candidatura continua competitiva mesmo após ataques recentes. O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta, atribuiu a melhora no desempenho de Lula às entregas da gestão e à postura internacional.
O chefe da articulação política do governo, José Guimarães, afirmou que a pesquisa mostra preferência pela verdade e por um Estado justo, em contraponto a um projeto de Estado mínimo.


