A União Europeia pode reverter a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal até 3 de setembro, prazo para início do veto. A decisão depende do cumprimento de exigências técnicas, especialmente na rastreabilidade da carne bovina, segundo autoridades diplomáticas.
Representantes da União Europeia e do Brasil estabeleceram um calendário de trabalho para resolver pendências técnicas relacionadas à exportação de carne bovina. A embaixadora da UE, Marian Schuegraf, afirmou que há diálogo construtivo para solucionar a questão.
A legislação europeia proíbe o uso de agentes antimicrobianos para crescimento animal e reserva alguns para infecções humanas desde 2022, com prazo de quatro anos para conformidade. O Brasil precisa comprovar adequação a essas normas para manter o acesso ao mercado europeu.
Os demais países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, continuam autorizados a exportar para a UE. Autoridades brasileiras manifestaram surpresa com o momento da decisão, que ocorreu pouco depois da entrada em vigor do acordo Mercosul-UE.
Reuniões recentes em Brasília e Bruxelas trataram da avaliação separada dos produtos de origem animal, com foco na carne bovina para evitar interrupção do comércio dos demais segmentos, como frango, suínos, ovos e mel.


