A alta do petróleo deve aumentar os custos logísticos no Brasil, afirmou Vander Costa, presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), nesta sexta-feira (22), no Fórum Esfera Brasil, no Guarujá (SP). Ele destacou que a matriz de transportes ainda depende majoritariamente de combustíveis fósseis, o que pressiona os custos do setor.
Segundo Vander Costa, alternativas como a eletrificação têm participação pequena na matriz de transportes, o que torna o setor vulnerável à alta dos preços do petróleo. Ele afirmou que o custo Brasil também decorre da falta de investimentos em infraestrutura logística, especialmente nos modais ferroviário e aquaviário, que apresentam custos menores que o rodoviário.
O presidente da CNT defendeu a aceleração das concessões aquaviárias previstas pelo governo, ressaltando que a dragagem dos rios pode reduzir custos em menos de um ano. Ele destacou a importância das hidrovias para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste e Norte do país, como soja e milho, até mercados externos.
Costa também criticou o modelo ferroviário brasileiro, que sofre com monopólios que limitam a redução dos custos logísticos. Propôs um sistema em que uma empresa explore os trilhos, enquanto outros operadores possam comprar locomotivas e vagões mediante pagamento de direito de passagem, similar ao modelo rodoviário com pedágio e livre circulação de caminhões.


