Flavia Daudt inaugura hoje no Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, a exposição “Ser(tão): imersão no Cerrado”, com colagens que destacam a beleza e a resiliência do bioma brasileiro. A mostra fica aberta até 3 de novembro.
A exposição reúne colagens fotográficas impressas em seda e organza, que apresentam cenas da fauna e flora do Cerrado, bioma ameaçado pela devastação ambiental, mas que registrou queda de 20,8% no desmatamento entre agosto de 2024 e julho de 2025, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Flavia Daudt e a curadora Ana Paula Freitas Valle visitaram a Chapada dos Veadeiros em 2021 para conhecer o bioma e produzir a mostra. A artista optou por não retratar a destruição ambiental, preferindo destacar a beleza do Cerrado para incentivar a preservação.
A curadora criou uma experiência imersiva, com a obra “Terra que guarda”, uma fotocolagem de 1,36 metro por 8 metros que se estende do teto ao térreo do museu, complementada por bordados e arte sonora. A abertura inclui conversa com o público e leitura de textos de escritores brasileiros.


