Desde 2007, 232 empresas brasileiras atuam no Paraguai sob a Lei de Maquila, que oferece impostos e encargos trabalhistas médios de 12%, contra 80% no Brasil. O regime atraiu investimentos de US$ 182 milhões entre 2025 e 2026 e emprega cerca de 25 mil pessoas.
O Paraguai tem se destacado como destino para empresas brasileiras que buscam reduzir custos tributários e trabalhistas. A Lei de Maquila permite que companhias estrangeiras exportadoras produzam no país pagando impostos e encargos trabalhistas significativamente menores. Atualmente, 232 empresas brasileiras operam sob esse regime, representando 70% das mais de 320 empresas estrangeiras no Paraguai.
O salário-mínimo paraguaio é superior ao brasileiro, mas os encargos trabalhistas são 30% a 40% menores, o que reduz o custo total do funcionário. Além disso, o sistema tributário paraguaio é mais simples, com imposto de 1% sobre o valor agregado e isenções em imposto de renda para dividendos, compra de máquinas e importação de matéria-prima.
De 2023 a 2026, 66 empresas brasileiras iniciaram ou transferiram operações para o Paraguai. As 10 maiores maquiladoras brasileiras tiveram receita de exportação de US$ 1,3 bilhão em 2025. Entre 2025 e 2026, seis empresas investiram US$ 182 milhões no país vizinho.
O Paraguai ampliou a Lei de Maquila em 2025, garantindo benefícios por 20 anos e maior segurança jurídica. O principal destino das exportações dessas empresas é o Brasil, que recebe 80% dos produtos, isentos de imposto de importação, mas sujeitos ao ICMS. O setor têxtil lidera o número de maquiladoras brasileiras, seguido por plásticos, alumínio e produtos alimentícios.


