O molinésia-amazona, peixe que vive em rios do México e Texas, se reproduz por clonagem exclusivamente feminina há mais de 100 mil anos, segundo estudo genético divulgado nesta sexta-feira (23).
O molinésia-amazona forma populações 100% femininas e utiliza a ginogênese, um tipo de partenogênese em que o esperma estimula o óvulo, mas não contribui geneticamente para os filhotes. Essa reprodução assexuada reduz a diversidade genética, tornando a espécie vulnerável a doenças.
Apesar disso, a espécie existe há mais de 100 mil anos, contrariando a teoria da “catraca de Muller”, que prevê extinção de clones em menos de 10 mil anos. O segredo está em um processo chamado conversão gênica, que elimina mutações nocivas e preserva genes vantajosos.
Populações do molinésia-amazona apresentam variações no formato do corpo, indicando evolução adaptativa mesmo sem reprodução sexual. A partenogênese também ocorre em outros vertebrados, como lagartos chicote, dragão-de-komodo e tubarões-martelo.
Outra espécie que se reproduz exclusivamente por partenogênese é a cobra-cega-brâmane, que possui três cópias de cada cromossomo, o que pode aumentar sua diversidade genética e explicar sua sobrevivência.


