Um estudo da Universidade de Oxford analisou mais de 2 mil primatas para explicar por que cerca de 90% das pessoas preferem a mão direita. A pesquisa relaciona essa preferência ao tamanho do cérebro e à locomoção ereta dos humanos.
A equipe testou várias hipóteses, como uso de ferramentas e hábitos alimentares, mas nenhuma isoladamente explicou o padrão observado. O modelo mais consistente combinou o crescimento cerebral e a diferença no comprimento de pernas e braços, ligada à caminhada bípede.
Segundo o pesquisador Thomas A. Püschel, este é o primeiro estudo a testar múltiplas hipóteses simultaneamente em um único modelo. A locomoção ereta liberou as mãos para tarefas precisas, reforçando a dominância de uma mão.
Espécies antigas do gênero Homo, como Homo erectus e neandertais, já apresentavam preferência pela mão direita. A exceção foi o Homo floresiensis, com cérebro menor e modo de vida variado, que tinha preferência menos marcada.


