A Rua Primeiro de Março, no Centro do Rio de Janeiro, mantém sua importância histórica e arquitetônica desde o período colonial, reunindo estilos que vão do barroco ao modernismo e simbolizando a redescoberta da região.
A antiga Rua Direita, hoje Primeiro de Março, foi o eixo político, econômico e religioso do Rio desde sua fundação, ligando o Morro do Castelo à área portuária da Praça XV. Segundo pesquisadores, a via concentrou governadores, comerciantes, religiosos e moradores ao longo de quatro séculos.
Na rua coexistem estilos arquitetônicos diversos, como o barroco colonial das igrejas, o neoclássico do Paço Imperial, o ecletismo dos prédios da República Velha e o modernismo dos edifícios pós-reformas urbanas. O Paço Imperial e igrejas históricas, como Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores e Nossa Senhora do Carmo, permanecem como marcos da história local.
As reformas urbanísticas do início do século XX, especialmente as de Pereira Passos, remodelaram o Centro, mas a rua resistiu, mantendo sua essência histórica. Atualmente, o Centro do Rio tem atraído novos moradores, negócios e projetos culturais, com a Rua Primeiro de Março retomando seu papel simbólico na revitalização da região.


