Os gastos com a Defesa caíram 10,8% de 2023 a 2025 em relação a 2019 a 2021, totalizando R$ 404,3 bilhões, segundo dados corrigidos pela inflação. No mesmo período, o orçamento total do governo subiu 8,3%, chegando a R$ 15,2 trilhões.
Apesar da redução real nos gastos com Defesa, o orçamento nominal aumentou 12,6%, passando de R$ 336 bilhões para R$ 378,5 bilhões. Todas as três Forças Armadas tiveram queda nos gastos, com a Marinha registrando a maior redução, de 15,5%, seguida pelo Exército (9,6%) e Aeronáutica (7,7%).
Em abril, a Marinha recebeu a primeira fragata construída no Brasil desde 1980, a F200 Tamandaré, e encomendou quatro fragatas na Alemanha para reforçar a proteção das rotas marítimas, essenciais para o agronegócio. O subchefe de estratégia do Estado-Maior da Armada, almirante Sandro Baptista Monteiro, afirmou que o cenário internacional reforça a necessidade de capacidades navais adequadas.
O ministro da Defesa, José Múcio, declarou que o orçamento atual não permite previsibilidade, pois 83% dos recursos são destinados a despesas fixas. Em nota, o Ministério da Defesa informou que a Lei Complementar 221 de 2025 prevê aumento de 24% no gasto discricionário entre 2023 e 2026, considerado o principal indicador do compromisso governamental com a Defesa.


