Executivos brasileiros passam a comprovar produtividade diante da automação da inteligência artificial em atividades de liderança, análise e decisão, segundo estudo da Inesplorato.
A inteligência artificial (IA) está transformando funções tradicionalmente ligadas à liderança e à tomada de decisões, segundo estudo “Diretrizes para Adoção Ética e Estratégica de IA no Trabalho Corporativo”, da consultoria Inesplorato. A pesquisa indica que 74% dos brasileiros afirmam que a IA ampliou sua capacidade de trabalho.
Além disso, levantamento da Afferolab e da Tera mostra que 25% dos diretores e executivos C-Level brasileiros deixaram de delegar tarefas nos últimos 30 dias por acreditarem que a IA permite executá-las mais rapidamente. Especialistas interpretam esse dado como um uso da tecnologia para aumentar a produtividade individual, sem redesenhar processos.
O estudo destaca que competências como julgamento ético, sensibilidade social, criatividade e pensamento crítico ganham importância, pois habilidades técnicas e analíticas são cada vez mais reproduzíveis por algoritmos. Pesquisa da Michael Page aponta comunicação, adaptabilidade e habilidades interpessoais como as mais difíceis de encontrar no mercado.
Executivos começam a reconhecer que a IA não só transforma o trabalho das equipes, mas também redefine o significado da liderança no ambiente corporativo.


