O Irã acusou os Estados Unidos de sabotarem as negociações de paz neste sábado (23) e ameaçou uma resposta “mais devastadora” caso os EUA reiniciem a guerra. A tensão cresce após mudança na agenda do presidente americano Donald Trump.
O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que, se os Estados Unidos atacarem o Irã novamente, a resposta será mais severa do que no início do conflito. Ele fez o alerta após se reunir com o chefe do Estado-Maior do Exército paquistanês, Assim Munir, que participa dos esforços diplomáticos para evitar uma escalada.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reclamou das “posições contraditórias e exigências excessivas” de Washington, que dificultam as negociações mediadas pelo Paquistão. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, afirmou que as divergências permanecem profundas em temas como o Líbano, o Estreito de Ormuz e a questão nuclear.
Enquanto isso, veículos de imprensa americanos informaram que militares dos EUA se preparam para possíveis bombardeios contra Teerã no fim de semana ou na segunda-feira (25), feriado nos Estados Unidos. O presidente Donald Trump cancelou sua presença no casamento do filho por “assuntos de Estado” e declarou que líderes iranianos buscam um acordo.
Desde o cessar-fogo de 8 de abril, houve apenas uma rodada de negociações entre os dois países, realizada em 11 de abril em Islamabad, sem avanços.


