O preço médio da gasolina nos Estados Unidos alcançou US$ 4,53 o galão nesta sexta-feira (22), impulsionado pela escalada das tensões militares entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz, responsável por 20% do petróleo mundial. A alta afeta consumidores e cadeias produtivas em meio à inflação persistente.
Os preços do petróleo Brent ultrapassaram US$ 100 por barril durante os momentos de escalada no conflito, chegando a US$ 103,54, segundo dados recentes. A volatilidade é causada pela estratégia militar do presidente dos EUA, que alterna entre ataques e negociações, gerando incerteza nos mercados de energia.
O Estreito de Ormuz permanece como ponto crítico, pois cerca de 20% do petróleo global passa por ali diariamente. A instabilidade ameaça o fluxo comercial, elevando custos para companhias aéreas, varejistas e fabricantes, que repassam os valores aos consumidores.
O aumento dos preços dos combustíveis funciona como um imposto para as famílias, reduzindo o consumo em outras áreas. Pesquisa da Universidade de Michigan indica queda recorde no sentimento do consumidor, enquanto dados do Departamento de Comércio mostram desaceleração nas vendas no varejo.
A Saudi Aramco, maior produtora mundial de petróleo, afirmou que a normalização do fornecimento pode ocorrer apenas no final de 2026 ou início de 2027, prolongando o impacto da crise.


