A final da Copa do Mundo de 2018, realizada no Estádio Luzhniki, em Moscou, gerou US$ 5,35 bilhões para a Fifa no ciclo 2015-2018, com destaque para vendas de ingressos, hospitalidade e direitos de transmissão.
O Estádio Luzhniki, palco da final entre França e Croácia, passou por reconstrução entre 2013 e 2017, com investimento de cerca de € 350 milhões. A reforma preservou a fachada histórica, ampliou a capacidade para mais de 80 mil espectadores e criou áreas exclusivas para hospitalidade corporativa.
Foram construídos 102 camarotes privados, cerca de 2 mil assentos vips e mais de 5,9 mil assentos exclusivos, vendidos pela agência Match Hospitality. A venda de ingressos e hospitalidade somou US$ 712 milhões, incluindo 2,745 milhões de entradas comercializadas.
A categoria de marketing e licenciamento da Fifa arrecadou US$ 2,26 bilhões, com novos patrocinadores asiáticos e russos após o escândalo de corrupção de 2015. Para proteger as marcas, a Lei Federal Russa 108-FZ estabeleceu zonas de restrição comercial de 2 km ao redor do estádio.
Os direitos de transmissão foram a principal fonte de receita, com US$ 3,12 bilhões arrecadados. O acesso ao estádio exigiu o ‘Fan ID’, documento com tecnologia RFID que permitia transporte público gratuito e gerenciava o relacionamento com o público. A Visa instalou 3,5 mil terminais para pagamentos sem dinheiro, enquanto a Budweiser e a Vivo usaram tecnologias interativas para engajar os torcedores.


