O fenômeno climático El Niño, previsto para se intensificar entre maio e junho, pode agravar doenças cardiovasculares, respiratórias e transmitidas por mosquitos no Brasil, alertam especialistas.
O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico deve intensificar extremos climáticos no país, com estiagem severa no Norte e Nordeste e aumento das chuvas no Sul e Sudeste. Esse cenário eleva os riscos à saúde da população.
Segundo o cardiologista Luiz Aparecido Bortolotto, o calor extremo favorece a desidratação e a perda de eletrólitos, aumentando a vulnerabilidade a arritmias, quedas de pressão, AVC e infarto, especialmente em pessoas com doenças cardíacas.
O clima quente e úmido também facilita a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue e chikungunya. Além disso, há alerta para o aumento do risco de malária em áreas próximas à Mata Atlântica, devido ao mosquito Anopheles cruzii.
As condições climáticas extremas podem agravar doenças respiratórias como asma, bronquiolite e influenza, devido à piora da qualidade do ar associada à estiagem e à poluição. Para minimizar os impactos, especialistas recomendam hidratação constante, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e reforçar o combate aos focos de mosquito. Políticas públicas para ampliar áreas verdes e garantir água potável são defendidas.


