Levantamento do Programa de Avaliação de Reabilitação dos Bens Imóveis (REAB) revelou que a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) necessita de R$ 1,27 bilhão para reformar 90,3% de seus prédios, incluindo unidades em estado ‘muito ruim’.
O estudo, solicitado pela reitoria, mapeou 142 edificações da UFRJ e classificou 12 delas como ‘muito ruins’, entre elas o Edifício Jorge Machado Moreira, afetado por um incêndio há quase dez anos. O orçamento anual da universidade, de R$ 406 milhões, é insuficiente para cobrir os custos das reformas.
O reitor Roberto Medronho garantiu o repasse de R$ 6,5 milhões do Ministério da Educação para modernizar a rede elétrica do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, mas estima que a recuperação total do prédio custaria R$ 32 milhões. A UFRJ também captou R$ 6,5 milhões da Aneel para tornar a Faculdade de Letras um modelo de sustentabilidade energética.
A maioria dos prédios tem mais de 40 anos, o que dificulta as obras por causa do tombamento e dos altos custos. O Ministério da Educação informou que investiu R$ 59,1 milhões na UFRJ nos últimos três anos e trabalha para aperfeiçoar o financiamento das instituições federais.


