Mark Zuckerberg afirmou em áudio vazado que Meta pretende financiar o avanço da inteligência artificial trocando funcionários por capacidade computacional e usando dados internos para treinar modelos. Demissões ocorreram logo após orientação para trabalho remoto.
Em áudio vazado de reunião interna em 30 de abril de 2026, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, declarou que os modelos de IA aprendem observando funcionários altamente qualificados da empresa. Ele afirmou que manter empregados para desenvolver ferramentas internas aumentaria rapidamente a capacidade dos modelos de codificação da companhia.
Funcionários foram instruídos a trabalhar de casa por razões humanitárias e receberam e-mails de demissão no dia seguinte, com cartões de acesso desativados. A estratégia revela a intenção da Meta de substituir parte do quadro de funcionários por inteligência artificial, usando os dados gerados internamente para treinar seus modelos.
No primeiro trimestre de 2026, a Meta registrou lucro por ação de US$ 10,44, receita de US$ 56,31 bilhões e lucro líquido de US$ 26,77 bilhões, com aumento expressivo em relação ao ano anterior. A empresa elevou a previsão de investimentos para 2026 entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões.
Especialistas apontam que outras gigantes de tecnologia, como Google, Amazon e OpenAI, provavelmente adotam estratégias semelhantes, mas Zuckerberg foi o único a declarar isso publicamente. Riscos incluem impacto na imagem da empresa, fiscalização regulatória e prejuízos contínuos da divisão Reality Labs.


