A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou os preços do petróleo globalmente ao reduzir a produção, afetando países produtores de forma desigual. EUA e Rússia obtêm ganhos, enquanto países do Golfo Pérsico enfrentam perdas.
A guerra no Oriente Médio provocou a pior crise energética da história recente, com a redução da produção de petróleo e a alta dos preços. Empresas americanas aumentaram as exportações de petróleo e derivados até o fim de março, compensando parte da oferta perdida mundialmente. Nos EUA, a receita extra beneficia principalmente petroleiras privadas, investidores e governos estaduais, sem sinais de expansão da produção.
A Rússia também se beneficiou da alta dos preços e da suspensão temporária de sanções pelos EUA em março, elevando o valor recebido por seu petróleo. No Golfo Pérsico, países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, que possuem oleodutos alternativos ao Estreito de Ormuz, mantêm receitas maiores apesar da queda nas exportações.
Por outro lado, países sem rotas alternativas, como Iraque, Kuwait e Catar, sofreram perdas significativas. Autoridades locais estudam a construção de oleodutos para contornar o estreito, mas os projetos são caros e demorados. No Brasil, a disparada do petróleo deve gerar receita extra de R$ 40 bilhões ao governo em 2026.


