Um sabiá-laranjeira no Parque Areião Washington Novaes atacou seu próprio reflexo no vidro de um carro, interpretando-o como um intruso. A cena simboliza a tendência humana de criar inimigos imaginários e conflitos internos.
O sabiá pousou no teto do carro e depois no vidro lateral dianteiro, próximo ao retrovisor, onde viu seu reflexo duplicado. Ele atacava as imagens com bicadas fortes, acreditando que eram rivais invadindo seu território.
O canto do sabiá-laranjeira ocorre a partir de setembro, durante a primavera e a temporada reprodutiva, quando a ave busca seduzir a fêmea com sua melodia. A cena inspirou o autor a refletir sobre como os humanos frequentemente criam inimigos imaginários e distorcem a realidade, alimentando conflitos internos.
Após insistir no ataque, o sabiá abriu as asas e voou, abandonando a disputa com seu reflexo. O vidro permaneceu imóvel e indiferente, simbolizando que a paz pode começar ao deixar de alimentar fantasmas internos e enxergar o mundo sem medo ou suspeita.


