Quatro em cada cinco idosos brasileiros com demência não sabem que têm a condição, segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com mais de 5 mil participantes.
O estudo analisou 5,2 mil brasileiros com mais de 60 anos, identificando 392 casos de demência. Entre eles, 83,1% não tinham diagnóstico prévio, índice maior em regiões pobres (90,2%) e entre analfabetos (93,9%).
O Ministério da Saúde estima que 2,5 milhões de pessoas vivem com demência no Brasil, das quais cerca de 2 milhões não receberam diagnóstico. Os autores destacam que o diagnóstico precoce é fundamental para o manejo clínico, educação e acesso a tratamentos.
Fatores como dificuldades de acesso à saúde, falhas na formação profissional e a crença equivocada de que o declínio cognitivo é normal no envelhecimento contribuem para o subdiagnóstico. O estudo recomenda fortalecer a detecção precoce na atenção primária e ampliar a conscientização pública e profissional.
Além disso, um estudo recente indica que cozinhar em casa pelo menos uma vez por semana pode reduzir o risco de demência em até 30%, com benefício maior entre iniciantes, chegando a 70%. A atividade envolve planejamento, habilidades motoras e leve atividade física, estimulando o cérebro e o corpo.


