O Grupo Jaime Câmara dominou a comunicação em Goiás por décadas, mas recebeu críticas por postura arrogante, política salarial baixa e atraso na modernização digital, segundo profissionais do setor.
O domínio do Grupo Jaime Câmara sobre a comunicação em Goiás resultou em forte concentração nos meios tradicionais, como televisão, rádio, jornal impresso e internet. Profissionais da área apontam que a empresa adotou uma postura arrogante, limitando a concorrência e a diversidade de vozes no estado.
Além disso, a política salarial historicamente baixa criou um teto reduzido para jornalistas, fotógrafos e outros profissionais, dificultando a valorização da mão de obra local. A linha editorial conservadora e burocrática também foi alvo de críticas por não acompanhar as transformações do mercado nacional e internacional.
Com a chegada da era digital, o grupo foi ultrapassado por portais como Mais Goiás e A Redação, que investiram em jornalismo em tempo real e presença nas redes sociais. A falta de investimentos em inovação, tecnologia e formação de talentos contribuiu para a perda de espaço do jornalismo goiano.
O atual acionista majoritário, Grupo Zahran, enfrenta a expectativa do mercado para modernizar a comunicação local, investir em inovação digital e valorizar os profissionais, buscando recolocar Goiás em posição competitiva no jornalismo brasileiro.


