O bloqueio naval dos Estados Unidos ao Estreito de Ormuz, que já dura quase quatro meses, mantém o impasse com o Irã, que cobra até dois milhões de dólares por passagem segura. A crise afeta o comércio de petróleo e aumenta o risco de conflito regional.
O Estreito de Ormuz permanece bloqueado por forças navais dos Estados Unidos, enquanto o Irã cobra pedágios elevados para a passagem segura de navios, gerando um impasse sem solução decisiva até o momento. O bloqueio dos EUA já causou perdas estimadas em 17 bilhões de dólares às finanças públicas iranianas em cerca de 40 dias, segundo pesquisadores.
A inflação anual no Irã ultrapassa 54%, com preços de alimentos mais que dobrando, e um apagão nacional da internet dura mais de 80 dias, agravando as dificuldades da população. Os Estados do Golfo, economicamente expostos, pressionam por uma solução diplomática para reabrir o Estreito sem pedágios ou reivindicações de controle por parte do Irã.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a opção militar permanece em aberto caso o Irã não faça concessões. Enquanto isso, as negociações mediadas pelo Paquistão e iniciativas conjuntas com a ONU buscam evitar uma escalada do conflito na região.


