O Ministério Público do Rio Grande do Sul abriu inquérito para apurar por que batalhões do interior e de elite da Brigada Militar não usam câmeras corporais. A tecnologia, adotada desde outubro de 2024 na Região Metropolitana, reduz conflitos e mortes, segundo dados oficiais.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) investiga a ausência de câmeras corporais em unidades do interior e batalhões de elite da Brigada Militar (BM). A tecnologia é usada desde outubro de 2024 em parte da corporação na Região Metropolitana.
Dados da Secretaria da Segurança Pública mostram que, em um ano, o uso das câmeras reduziu em 74% os conflitos, 87% os casos de resistência, 70% de desacato, 65% de desobediência e 59% das mortes em ações policiais. Atualmente, a BM possui cerca de 1.250 câmeras para um efetivo de 18 mil policiais.
A promotora de Justiça de Controle Policial Anelise Haertel Grehs afirmou que as câmeras ajudam a esclarecer casos graves, como tortura e abuso de autoridade, servindo como prova fundamental. O inquérito busca um cronograma para ampliar o uso dos equipamentos em toda a corporação.
A Brigada Militar informou que a expansão total das câmeras custaria R$ 3,6 milhões por mês e firmou convênio com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para adquirir 1.745 novos equipamentos. A prioridade é atender municípios com mais de 100 mil habitantes. Batalhões de elite não usam as câmeras por atuarem em cenários mais complexos.


