Juruaia, em Minas Gerais, transformou sua economia ao se tornar um dos maiores polos nacionais de lingerie, com mais de 200 confecções e produção anual de 25 milhões de peças.
Em 1989, Juruaia era uma cidade dependente da colheita de café, com economia sazonal. A virada começou no início dos anos 1990, quando um casal de empreendedores instalou a primeira confecção e ensinou o ofício a outras mulheres da cidade.
Em 1997, empresárias locais fundaram a Associação Comercial e Industrial de Juruaia (ACIJU) para fortalecer o setor, que já contava com cerca de uma dezena de confecções. No ano seguinte, nasceu a Felinju, feira que se tornou o maior evento de moda íntima da região e foi reconhecida como Patrimônio Cultural de Minas Gerais em 2022.
O polo enfrentou crises econômicas e a pandemia de Covid-19, mas se adaptou rapidamente. Em 2020, a ACIJU organizou a primeira feira digital de lingerie do país, que gerou R$ 5 milhões em vendas e atraiu mais de 200 mil visitantes virtuais.
Hoje, Juruaia responde por cerca de 15% da produção nacional de peças íntimas, com mais de 400 CNPJs ativos e movimentação mensal superior a R$ 15 milhões, consolidando-se como referência no setor.


