Os principais candidatos à Presidência em 2026 definem seus marqueteiros, que adotam estratégias variadas para enfrentar polarização e ampliar presença digital. A campanha de Flávio Bolsonaro mudou de comando após crise, enquanto Lula, Zema e Caiado investem em propostas e imagens distintas.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) trocou o comando da comunicação, com a saída de Marcello Lopes e a entrada do publicitário Eduardo Fischer, conhecido por campanhas no setor privado. A mudança ocorreu após a repercussão negativa do caso envolvendo o parlamentar e Daniel Vorcaro, que impactou as intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aposta na imagem de outsider e no discurso contra os “intocáveis”, sob coordenação do marqueteiro Renato Pereira. Apesar do tom crítico, Zema mantém 3% nas pesquisas, empatado com outra candidata.
Ronaldo Caiado (PSD) tem a campanha dirigida por Paulo Vasconcelos, que foca nas aparições públicas e no uso do tempo de TV para apresentar o currículo do candidato, buscando ampliar seu alcance nas classes C e D.
Do lado do governo, o ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, coordena a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que investe em programas sociais e mobilização digital, utilizando influenciadores para ampliar a divulgação dos projetos do Planalto.


