A agência climática americana elevou para mais de 90% a probabilidade de formação do El Niño entre junho e julho de 2026, com efeitos até o início de 2027. O fenômeno deve provocar temporais no Sul, seca no Nordeste e calor extremo em várias regiões do Brasil.
O El Niño é um fenômeno climático que provoca mudanças globais, especialmente na América do Sul. A previsão atual indica aquecimento do Pacífico em mais de 2°C, o que pode configurar um “super El Niño”.
No Sul do Brasil, há risco de temporais severos, enchentes e deslizamentos, com alerta reforçado após as enchentes de 2024 em 478 municípios gaúchos. Na Amazônia, Pantanal e Nordeste, espera-se calor intenso, seca prolongada e aumento das queimadas, que podem causar perdas ambientais e poluição do ar.
No Sudeste, o fenômeno deve trazer ondas de calor extremo e chuvas torrenciais, elevando o risco para áreas de encosta e o aumento de arboviroses como dengue e chikungunya. O calor intenso previsto para todo o país pode agravar doenças cardiovasculares e respiratórias, afetando principalmente idosos, crianças pequenas, pessoas com doenças crônicas e populações vulneráveis.
Governos devem preparar sistemas de drenagem, mapas de risco, abrigos, equipes de saúde, Defesa Civil, pontos de refrigeração e sistemas de alerta. As famílias precisam adotar medidas de segurança em chuvas e calor, além de cuidados especiais com grupos vulneráveis. Em caso de seca, é recomendada a redução do consumo de água, evitar queimadas e usar máscaras PFF2 em dias de fumaça.


