O serviço de personal organizer no Brasil se expande e pode gerar até R$ 20 mil mensais, segundo especialistas. A profissão, não regulamentada, atende famílias, trabalhadores home office e pessoas em mudança, com formação por cursos livres e demanda crescente desde a pandemia.
O personal organizer organiza ambientes residenciais e corporativos com foco na funcionalidade e bem-estar do cliente. Segundo Ana Alarcon, presidente da Associação Nacional de Profissionais de Organização e Produtividade (ANPOP), o trabalho é personalizado e considera a rotina e necessidades de cada pessoa.
A profissão, que começou a se estruturar nos Estados Unidos na década de 1980, ganhou força no Brasil há cerca de 15 anos e teve crescimento acelerado durante a pandemia. O mercado atende principalmente famílias com rotinas intensas, trabalhadores em home office e pessoas em processo de mudança.
Não há regulamentação formal, mas a ocupação foi incluída na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) em 2022. A formação é feita por cursos livres, com investimento inicial entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, que ensinam técnicas, atendimento ao cliente, marketing e gestão.
Os preços dos serviços variam conforme a complexidade do projeto, podendo ir de R$ 800 a R$ 100 mil. Profissionais recomendam construir portfólio, atuar como assistente e definir nichos para acelerar a carreira e garantir estabilidade financeira.


