Cinco vírus concentram a atenção das autoridades de saúde em 2026 no Brasil: ebola, hantavírus, influenza A, poliomielite e mpox. Cada um tem características próprias de transmissão, letalidade e impacto no sistema de saúde, afetando a rotina da população de formas diferentes.
O surto atual de ebola no Brasil envolve a cepa Bundibugyo, para a qual não há vacina aprovada nem anticorpos monoclonais eficazes. Hospitais brasileiros não possuem estrutura adequada para o manejo do vírus, o que aumenta o risco de contaminação entre profissionais de saúde, segundo o infectologista Antônio Carlos Bandeira.
O hantavírus apresenta alta letalidade, entre 30% e 50%, mas sua transmissão no Brasil é restrita ao contato com excretas de roedores silvestres, sem transmissão entre pessoas. O risco é maior em ambientes rurais ou fechados, alerta o infectologista André Bon.
A influenza A (H3N2) é o vírus que representa maior risco prático para a população brasileira em 2026, devido à alta disseminação por gotículas respiratórias e à pressão sobre o sistema de saúde. A vacina teve eficácia reduzida para a cepa predominante, e a cobertura vacinal está abaixo do ideal, segundo a infectologista Luana Araújo.
A poliomielite está controlada no Brasil, mas a queda na cobertura vacinal preocupa especialistas. O movimento antivacina pode facilitar a reintrodução do vírus, destaca Bandeira. Já o mpox tem transmissão ativa no país, com baixa letalidade, mas a chegada da linhagem Clade Ib, mais transmissível e grave, exige vigilância constante.


