O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a volta do fundador do Banco Master para uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após a saída do advogado que cuidava da defesa e a paralisação do processo de delação premiada.
A mudança na condição de prisão ocorreu depois que o preso reclamou das condições da cela comum, que tinha vaso sanitário no chão e banho com água fria. A defesa anterior, conduzida pelo advogado José Luis Oliveira Lima, foi dispensada após divergências com o ministro sobre o conteúdo da delação.
O processo de delação está paralisado, e a Polícia Federal já decidiu rejeitar a proposta atual, que previa a devolução de até R$ 60 bilhões em até 10 anos, prazo considerado longo demais pelos investigadores. A Procuradoria Geral da República ainda não se manifestou.
A expectativa é que o fundador do Banco Master contrate nova equipe para apresentar provas mais detalhadas, incluindo relatos sobre relações com autoridades políticas e órgãos reguladores, o que pode influenciar a decisão final de Mendonça, relator do caso no STF.


