Uma alpinista chilena de 42 anos morreu no domingo (17) após cair cerca de 600 metros durante uma escalada no vulcão Llaima, no Parque Nacional Conguillío, sul do Chile. O acidente ocorreu em área íngreme e o resgate foi prejudicado por ventos fortes que impediram a aproximação de helicópteros.
A vítima participava de uma expedição com amigos para comemorar seu aniversário quando perdeu o equilíbrio ao deixar cair o piolet, ferramenta usada em escaladas no gelo e na neve. O corpo foi retirado na manhã seguinte após operação conjunta de policiais, bombeiros, voluntários e agentes da National Forest Corporation (Conaf).
O diretor regional da Conaf, Héctor Tillería, informou que o grupo não realizou o registro prévio obrigatório junto às autoridades do parque, procedimento exigido para monitoramento e segurança. Ele também alertou para as temperaturas abaixo de zero e os riscos das trilhas de alta montanha nesta época do ano.
A alpinista morava em Villarrica, era mãe de dois filhos e integrava o conselho escolar da Escola Alexander Graham Bell, que a descreveu como responsável e dedicada. O acidente reacendeu o debate sobre os perigos das escaladas em vulcões turísticos ativos, especialmente em condições climáticas adversas.


