Estados Unidos e Irã estão em fase final de negociação para firmar trégua de 60 dias que permita a reabertura do Estreito de Ormuz sem cobrança de pedágio e a venda do petróleo iraniano. O acordo inclui relaxamento temporário das sanções e compromissos no programa nuclear.
O Estreito de Ormuz, rota marítima vital para a economia global, está no centro de um acordo entre Estados Unidos e Irã para suspender o bloqueio naval e permitir a passagem livre de navios comerciais sem cobrança de taxas. A negociação ocorre após ameaças de invasão e um conflito que começou em fevereiro de 2026.
Segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a condição inegociável é que o Irã não obtenha armas nucleares. O governo americano negocia a suspensão temporária das sanções econômicas e a retomada da exportação do petróleo iraniano, condicionada ao cumprimento das etapas do acordo.
O Irã compromete-se a congelar o enriquecimento de urânio, reduzir estoques de material altamente enriquecido e remover minas marítimas do Estreito. O presidente dos EUA confirmou o avanço diplomático e o Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que discute os termos para consolidar um acordo definitivo em 60 dias.
O bloqueio do Estreito causou crises no mercado global e um cessar-fogo anterior, em abril, não teve sucesso. A nova trégua busca aliviar a tensão e garantir a circulação livre na região.


