Autoridades dos EUA prenderam em Miami a irmã da presidente do GAESA, conglomerado que controla grande parte da economia cubana. A residência permanente dela foi revogada por Marco Rubio, que a acusa de auxiliar o regime de Havana.
O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) dos EUA prendeu na quinta-feira (21) em Miami uma cidadã cubana, irmã da presidente do Grupo de Administração Empresarial SA (GAESA), que controla entre 40% e 70% da economia de Cuba. A mulher residia nos EUA desde 2023 e foi acusada de gerir ativos ilícitos do conglomerado no exterior.
O secretário de Estado Marco Rubio revogou a residência permanente da cubana, afirmando que ela administrava ativos imobiliários na Flórida para auxiliar o regime comunista de Havana. Ela ficará sob custódia do ICE até a deportação.
Washington intensificou a pressão contra Cuba desde o retorno do presidente Donald Trump, incluindo sanções econômicas e o indiciamento do ex-presidente cubano Raúl Castro pelo Departamento de Justiça dos EUA. A Suprema Corte americana autorizou ações judiciais sobre bens apreendidos por Cuba em 1960, enquanto o Exército enviou o porta-aviões USS Nimitz ao Caribe.
Em Havana, milhares de pessoas, entre militares e funcionários públicos, protestaram em apoio a Raúl Castro em frente à embaixada dos EUA, com a presença do presidente Miguel Díaz-Canel e membros do governo.


