Um estudo acadêmico critica a arte contemporânea em Goiás por excesso de conceituação e superficialidade, defendendo obras com investigação profunda e autenticidade.
O estudo, motivado por um “pensamento insubordinado”, revela uma falácia na arte contemporânea goiana, marcada por excesso de teorias desnecessárias e falta de densidade investigativa, segundo o doutor Eduardo Bruno Ferndandes Freitas, da ICA/Universidade Federal do Pará.
O autor observa que muitas ideias na arte atual reverberam mais no discurso do que no objeto realizado, com confusão entre termos e práticas artísticas, e um padrão estético que oscila entre o bizarro e o pândego.
Apesar do cenário crítico, uma minoria de artistas busca se distanciar da superficialidade, criando fragmentos de luz por meio de ideias e ideais profundos, conforme a análise que cita versos do cantor Lenine e o escritor José Saramago para ilustrar a necessidade de distanciamento e reflexão.


