O fim da escala 6×1 será votado na Câmara na próxima quarta-feira (27). Economistas alertam que a redução da jornada sem corte salarial pode diminuir a produtividade e o crescimento do País, além de estimular a informalidade.
A proposta de acabar com a escala 6×1, que prevê mais descanso para os trabalhadores, será analisada na Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira (27). O argumento a favor é que mais descanso aumentaria o rendimento no trabalho.
Entretanto, especialistas afirmam que a redução da jornada sem corte de salários elevaria o custo da hora trabalhada, o que pode levar empregadores a buscar contratações informais, menos produtivas. Isso dificultaria a superação dos gargalos de investimento e qualificação da força de trabalho no Brasil.
Segundo cálculos da 4intelligence, para evitar queda do PIB com a jornada reduzida para 40 horas semanais, o País precisaria de um ganho de produtividade de 1,4%, valor sete vezes maior que o avanço médio dos últimos 40 anos, de 0,2% ao ano.
Economistas destacam que o fim da escala 6×1 pode anular avanços da reforma trabalhista de 2017, que aumentou a formalização do emprego e contribuiu para o potencial de crescimento. O aumento da informalidade pode reduzir o crescimento potencial e pressionar a inflação, limitando a atuação do Banco Central.


