Autoridades de Minas Gerais confirmaram que morte em fevereiro foi causada por hantavirose, doença com alta letalidade e difícil diagnóstico. Surto recente em navio holandês na Antártida chamou atenção internacional.
A hantavirose é uma doença transmitida por roedores silvestres, que eliminam o vírus pela urina, fezes e saliva. A infecção ocorre pela inalação de partículas contaminadas em ambientes fechados, como depósitos e galpões. O quadro inicial se assemelha a uma gripe forte, mas pode evoluir para síndrome cardiopulmonar com alta letalidade.
O Ministério da Saúde registra letalidade de 46,5% entre casos confirmados, mas especialistas indicam que o número real pode ser maior devido ao subdiagnóstico. Entre 2013 e 2023, foram notificados mais de 13 mil casos suspeitos no Brasil, com 758 confirmados e quase 40% de óbitos.
Na semana passada, um surto em navio holandês MV Hondius, com 8 passageiros adoecidos e 3 mortos, chamou atenção internacional. O vírus identificado foi o Andes, que pode ser transmitido entre pessoas em contato próximo, embora essa forma seja rara. A Organização Mundial da Saúde classificou o risco para a população geral como baixo.
Medidas simples de prevenção são recomendadas, como arejar ambientes fechados antes da limpeza, umedecer o chão para evitar poeira e usar máscara PFF2/N95 em áreas de risco. Profissionais de saúde e população exposta devem estar atentos aos sintomas para diagnóstico precoce e tratamento adequado.


