Desde 2004, ex-presidentes do governo da Espanha têm assento reservado no Conselho de Estado, mas nenhum ocupa a cadeira. A influência política migra para espaços privados, menos transparentes.
Felipe González nunca chegou a tomar posse da cadeira reservada no Conselho de Estado. José María Aznar aceitou o cargo em 2005, mas renunciou em 2006. José Luis Rodríguez Zapatero ocupou o assento entre 2012 e 2015 e depois saiu. Mariano Rajoy preferiu retornar à sua função anterior como registrador.
A reforma que instituiu os ex-presidentes como conselheiros natos vitalícios foi assinada por Zapatero em 2004. O objetivo era aproveitar a experiência acumulada por quem governou para manter essa ligação com o Estado.
No entanto, os ex-presidentes optaram por atuar em espaços privados, tornando a influência política menos transparente e mais difícil de controlar. Segundo análise, essa mudança tem custo político, pois a influência não desaparece, apenas se desloca para ambientes opacos.


