O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, criticou neste domingo (24) a ação do Procon-RJ e da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) que pede a manutenção do pagamento em dinheiro nos ônibus municipais. A partir de 30 de maio, o sistema Jaé será o único meio para integrações tarifárias, eliminando o uso de dinheiro em espécie.
Cavaliere afirmou que a resistência à digitalização do transporte público visa preservar “interesses escusos” e destacou que cerca de 95% das passagens já são pagas sem dinheiro vivo. Segundo ele, a prefeitura busca eliminar a circulação de cédulas para reduzir assaltos, acelerar o embarque e ampliar o controle da arrecadação.
Os órgãos estaduais argumentam que a mudança foi anunciada abruptamente, sem campanha adequada, e pode prejudicar idosos, pessoas sem acesso à internet, desbancarizados e outros grupos vulneráveis. Eles acionaram a Justiça para manter o pagamento em dinheiro, suspender a exclusividade do Jaé e exigir um plano de contingência com campanha informativa e prazo mínimo de adaptação de 30 dias.
A ação também prevê multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. O prefeito afirmou que a administração municipal está “serena e tranquila” quanto à implementação da medida e confia na Justiça para validar a transformação no sistema.


