O Custo Efetivo Total (CET) reúne todas as despesas de um financiamento, como juros, tarifas administrativas, seguros e IOF, e indica o custo real ao consumidor. Instituições financeiras devem informar o CET antes da assinatura do contrato.
Ao contratar um empréstimo ou financiamento, o consumidor deve considerar o CET, que inclui todos os encargos da operação, não apenas a taxa de juros mensal. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o indicador ajuda a revelar cobranças que muitas vezes ficam ocultas nas propostas de crédito.
Entre os principais componentes do CET estão os seguros vinculados ao contrato e as tarifas administrativas, que podem elevar significativamente o valor final das parcelas. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também integra o cálculo, aumentando o custo total.
Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, afirmou que o CET é mais importante que a taxa de juros para avaliar o custo real do financiamento, pois muitos custos adicionais podem estar escondidos. Ele recomenda priorizar o menor CET na comparação entre ofertas.
Além de facilitar a comparação, o CET ajuda no planejamento financeiro ao permitir que o consumidor avalie se as parcelas cabem na renda mensal. As instituições financeiras são obrigadas a informar o CET em base anual antes da assinatura do contrato, e consumidores com bom score de crédito tendem a obter condições mais vantajosas.


