Os preços do petróleo recuaram mais de 5% nesta segunda-feira (24) após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que podem aliviar a crise no Oriente Médio e reduzir tensões sobre o fornecimento global de energia.
O barril do Brent, referência internacional, caiu 5,2%, sendo negociado a US$ 98,12, enquanto o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, ficou próximo de US$ 92. Apesar da reação positiva do mercado, o presidente Donald Trump afirmou que não pretende apressar um acordo, ressaltando que as negociações ainda não estão totalmente concluídas. Autoridades americanas informaram que a aprovação final pode levar vários dias.
A agência iraniana Tasnim informou que o esboço do acordo pode fracassar porque Washington estaria bloqueando cláusulas consideradas essenciais por Teerã, como o descongelamento de ativos iranianos. O conflito no Golfo Pérsico afetou a produção de milhões de barris diários e levou ao bloqueio do Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
A reabertura do Estreito de Hormuz é vista como um alívio para grandes importadores de energia na Ásia, como China, Japão e Coreia do Sul. Analistas afirmam que parte da alta recente do petróleo refletia o temor de um cenário mais grave no Oriente Médio, que agora diminui com o avanço das negociações.
Trump enfrenta pressão política interna para encerrar a crise, especialmente antes das eleições legislativas de novembro. O conflito elevou os preços dos combustíveis nos Estados Unidos, com a gasolina atingindo o maior nível desde 2022 neste mês. Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca, afirmou que espera queda nos preços da energia caso o acordo seja fechado, o que pode abrir espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve.


