Microplásticos prejudicam o crescimento do fitoplâncton, microalgas que produzem oxigênio e absorvem dióxido de carbono (CO²) nos oceanos, alertam pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU).
O fitoplâncton é responsável por retirar entre 25% e 30% do CO² liberado por atividades humanas, ajudando a manter o equilíbrio climático. Os microplásticos interferem na fotossíntese dessas algas, reduzindo seu crescimento e a capacidade dos oceanos de funcionar como “pulmão” do planeta.
O estudo indica que a absorção anual de carbono pode ser reduzida em cerca de 25 mil toneladas nas áreas áridas e 48 mil toneladas nas regiões tropicais devido à presença de microplásticos. Em 2020, essa redução impediu a absorção de aproximadamente 75 mil toneladas de CO², com prejuízo econômico estimado em US$ 5,5 milhões (R$ 27,7 milhões).
Esta é a primeira pesquisa a medir globalmente o impacto dos microplásticos na capacidade dos oceanos de armazenar carbono, destacando a importância de combater a poluição marinha para preservar o equilíbrio ambiental.


