O governador da Califórnia emitiu nesta quinta-feira (25) uma ordem executiva que obriga agências estaduais a preparar trabalhadores e empresas para a disrupção no mercado de trabalho causada pela inteligência artificial (IA). A medida inclui políticas como seguro-desemprego ampliado, requalificação profissional e um modelo de “capital básico universal”.
A ordem executiva determina que as agências explorem opções como padrões de indenização, programas de requalificação focados em trabalhadores de colarinho branco e modelos de propriedade dos trabalhadores. O governador afirmou que é necessário repensar o sistema de trabalho e governança para o futuro.
Tom Kemp, diretor da California Privacy Protection Agency, elogiou a inclusão da privacidade de dados como proteção ao consumidor. Por outro lado, Lorena Gonzalez, presidente da Federação dos Sindicatos da Califórnia, afirmou que a perda massiva de empregos por IA é uma escolha política, destacando a negociação coletiva como ferramenta de proteção.
Dados do AI Index 2026 da Stanford HAI indicam que jovens desenvolvedores de software são os mais vulneráveis à substituição por IA. O emprego no setor tecnológico nos EUA caiu quase 20% em 2026 em relação a 2024. Sindicatos alertam para ansiedade diante dos cortes e da aposta das empresas em IA.
Em 2025, o governador firmou parceria com grandes empresas de tecnologia para ampliar a educação em IA nas escolas e faculdades da Califórnia. Ele afirmou que a política visa garantir que os trabalhadores, e não apenas as grandes empresas, se beneficiem da riqueza gerada pela inteligência artificial.


