O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) indicaria um miliciano como governador, provocando reação de políticos do PL e nota da Alerj nesta segunda-feira (25).
Lula fez a declaração no último sábado (23), durante evento na Fiocruz, em Manguinhos, Zona Norte do Rio, ao criticar a tentativa de eleição indireta para o governo do estado. O presidente se colocou à disposição do governador interino, Ricardo Couto, para ajudar a conter a crise de segurança.
O presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL-RJ), repudiou a fala e afirmou que Lula desrespeitou o povo do Rio. Deputados do PL também criticaram o presidente, destacando que todos os parlamentares foram eleitos pelo voto popular.
A Alerj divulgou nota afirmando que respeita as instituições da República e considera inaceitável generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense. O desembargador Ricardo Couto permanece no cargo por determinação do STF até que seja definido o formato das eleições.
Altineu Côrtes, presidente do PL no Rio, questionou a afirmação de Lula sobre o tempo do governo interino e criticou a associação da Alerj com milicianos, afirmando que políticos envolvidos com milícia devem ser punidos.


