Indígenas somam 3.172 dos 67.418 casos prováveis de chikungunya no Brasil em 2026, mas concentram 9 das 24 mortes confirmadas, segundo o Ministério da Saúde.
Os óbitos indígenas por chikungunya estão restritos a dois municípios do Mato Grosso do Sul: Dourados e Itaporã, que enfrentam um surto da doença. Dourados declarou situação de emergência em saúde pública em 20 de março e calamidade em 20 de abril, com ocupação de leitos em 110%.
Segundo o decreto municipal, a epidemia começou na Reserva Indígena de Dourados e se espalhou para bairros da cidade. Em 2025, nenhum indígena morreu por chikungunya, enquanto o Brasil teve 126 óbitos pela doença.
Além da chikungunya, indígenas registraram duas mortes por dengue e sete por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Dados consolidados de mortalidade geral ainda não foram divulgados pelo Datasus.


