O presidente dos EUA, Donald Trump, recuou no otimismo sobre um acordo com o Irã após críticas de aliados republicanos no Congresso, que temem fortalecer o regime iraniano. O esboço prevê estender o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz em troca do descongelamento de ativos iranianos.
Donald Trump afirmou no domingo (24) que não costuma fazer maus negócios e recomendou cautela aos negociadores para evitar um acordo precipitado com o Irã. O recuo ocorre após críticas de senadores republicanos, como Lindsey Graham e Ted Cruz, que alertaram para os riscos de um acordo que permita ao regime iraniano enriquecer urânio e desenvolver armas nucleares.
Segundo informações vazadas, o esboço do acordo mediado pelo Paquistão prevê a extensão do cessar-fogo vigente e a reabertura do Estreito de Ormuz, afetado pelo conflito, em troca da promessa de descongelar ativos iranianos. O alívio nas sanções seria proporcional às medidas do Irã para restringir seu programa nuclear.
Os senadores temem que o acordo não cumpra a promessa inicial de mudança de regime e eliminação do programa nuclear, objetivos que justificaram a campanha militar dos EUA e Israel no Irã. A guerra, iniciada há 87 dias, não alcançou esses resultados, e o acordo busca agora forçar concessões diplomáticas.
O presidente enfrenta ainda a rejeição da opinião pública americana à guerra no Irã, o que pode influenciar sua postura nas negociações.


